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Brighton

Lembro-me da primeira vez que fui a Brighton. Devo admitir que não sabia bem o que esperar, mas ao final do dia tive pena de partir. Lembro-me de que acabámos a tarde a ver o por do sol na praia. Bom, o por do sol que era possível, tendo em conta o tempo. A praia estava cheia de grupos de pessoas espalhados que por lá faziam os seus churrascos (portáteis e descartáveis, acho que seria um sucesso em Portugal) e tocavam as suas músicas. Um espírito um pouco… “Kumbaya”, diga-se. Nessa primeira visita lembro-me que já estava em contagem final para a minha partida de Londres, logo quando começava a sentir a cidade mais como minha, logo quando já tinha um grupo de amigos portugueses que…bom, percebiam-me. “It takes one to know one”. E foi com eles que pude aproveitar esta pequena cidade na primeira vez.

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O que é certo é que gostei tanto de ir lá que quando tive a oportunidade de regressar a Inglaterra, depois de 3 anos de ausência, fiz questão de voltar a Brighton. A nossa chegada à cidade foi, no mínimo, estranha. Tivemos a infelicidade de ir lá num dia em que estavam a decorrer manifestações neo-nazis, o que significou ficarmos rodeados por pessoas bastante..er…irritadas, assim como polícias que corriam de um lado para o outro, ou que marcavam território perto de pubs e outros locais onde pudessem ocorrer situações menos…cool. Mas adiante.

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Ignorando o que se passou, continuo a achar Brighton um óptimo sítio onde se pode passar um dia diferente, longe de Londres. Em algumas coisas, esta cidade é parecida com Portugal. Um amigo meu disse-me uma vez que era a cidade mais europeia de Inglaterra, e isso já é dizer bastante. Eu como não viajei muito em Inglaterra, não tenho grande ponto de comparação. Falo destas parecenças, mas só quem estiver atento é que percebe porquê. Na realidade, Brighton tem toda uma mística. Desde o seu Palace of Fun onde podemos queimar o nosso dinheirinho em jogos e sair de lá com um conjunto de senhas que podemos trocar por um “fantástico” peluche à sua muito própria “feira popular” que me fez levantar algumas questões sobre a sua segurança mas que, claramente, não foi problema para alguns.

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Foi bom poder passear por lá, sem agenda, sem coisas combinadas. É bom ter esses luxos, de visitar um sítio sem o fazer a correr, tentando ver o que se consegue, tentando viver como um local. O próprio sítio tem um vibe muito descontraído, típico de uma cidade costeira.

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Existe uma outra coisa que sempre me fascinou em Brighton: o West Pier. Este pontão foi inaugurado em 1866, fechou em 1975. Nos anos 90 a sua ligação à costa foi cortada e a partir daí a sua estrutura foi caindo. Em 2003 ardeu e hoje é um esqueleto daquilo que já foi, literalmente. A estrutura tem quase um ar assombrado, se ignorarmos a quantidade de gaivotas que habita aquele lugar.

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Está planeada a construção de uma torre (horrível, na minha opinião) na parte costeira, onde era a entrada para o pontão, e fala-se de uma reconstrução do mesmo.

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Se tiverem a oportunidade de visitar Brighton, aconselho vividamente que o façam. Especialmente a todos os hipsters desta vida. Vão a Brighton. Ide.

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2 Responses
  • Lis
    março 1, 2015

    Take me there! Parece fantástico! Deixaste-me com o bichinho…
    :)

    • Sílvia
      Sílvia
      março 2, 2015

      Um dia vamos lá as duas Lizzie :) acho que vais adorar!

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